O que acontece no seu corpo durante o jejum? – Parte II
byDani Lima
-18 de junho de 2026
Você já se perguntou o que, de fato, acontece dentro do seu corpo quando você decide não comer por algumas horas? A resposta é bem mais fascinante do que parece.
Na primeira parte dessa postagem, falamos sobre as mudanças no corpo durante o jejum fase a fase e agora vamos abordar sobre os hormônios afetados e benefícios metabólicos.
Os principais hormônios afetados pelo jejum
Durante o jejum, o corpo passa por mudanças hormonais importantes que explicam muitos dos efeitos observados:
Insulina: cai significativamente, melhorando a sensibilidade das células e facilitando o uso de gordura como energia
Glucagon: sobe para sinalizar ao fígado que libere glicose e inicie a produção de corpos cetônicos
Hormônio do crescimento (GH): pode aumentar durante o jejum, contribuindo para a preservação de massa muscular
Norepinefrina: neurotransmissor que pode elevar o metabolismo basal, estimulando a queima de calorias ao longo do dia
Cortisol: em pessoas sob estresse ou com sono ruim, o jejum prolongado pode elevar esse hormônio — um ponto de atenção importante
Benefícios metabólicos investigados pela ciência
Revisões clínicas recentes apontam que diferentes protocolos de jejum intermitente podem trazer melhorias em marcadores de saúde como:
Resistência insulínica — redução do risco de diabetes tipo 2
Pressão arterial — efeito observado em estudos com adultos com sobrepeso
Inflamação sistêmica — redução de marcadores inflamatórios no sangue
Perfil lipídico — melhora em triglicerídeos e colesterol em alguns casos
Saúde hepática — menos gordura no fígado em padrões regulares de jejum
Vale destacar um dado importante: alguns desses benefícios metabólicos aparecem mesmo sem perda de peso significativa — o que sugere que o jejum pode ter efeitos independentes da simples restrição calórica.
O que o jejum prolongado (acima de 3 Dias) aciona?
Para fins de curiosidade científica: em jejuns mais longos, a partir do terceiro dia, ocorre uma virada metabólica mais intensa. Os corpos cetônicos se tornam a principal fonte de energia inclusive para o cérebro, e o corpo passa a preservar ainda mais a massa muscular, usando quase exclusivamente gordura como combustível.
Pesquisas também investigam o impacto do jejum prolongado em vias associadas à longevidade, como a via mTOR e o eixo insulina/IGF-1 — mecanismos que controlam o envelhecimento celular e têm sido estudados tanto com intervenções alimentares quanto com medicamentos.
⚠️ Importante: jejuns prolongados não são indicados para a maioria das pessoas sem supervisão médica. As pesquisas sobre jejum intermitente (16/8, 5:2) são bem diferentes das que envolvem jejuns de vários dias.
Jejum intermitente: ferramenta, não milagre
Entender o que acontece no corpo durante o jejum ajuda a desmistificar a prática — tanto para quem acredita que é uma solução mágica quanto para quem acha que é apenas “modismo”.
Os mecanismos são reais, estudados e cada vez mais compreendidos pela ciência. Mas os resultados dependem de como o jejum é praticado, da qualidade da alimentação na janela de refeições, da rotina de exercícios e das condições individuais de cada pessoa.
Mais do que seguir tendências, o ideal é compreender o funcionamento do próprio corpo — e adotar hábitos que sejam sustentáveis a longo prazo.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de profissionais de saúde. Antes de iniciar qualquer protocolo de jejum, consulte um médico ou nutricionista.
Sou Dani Lima, escritora, apaixonada por jejum aliado a boa saúde desde 2012. Há poucos anos iniciei os estudos sobre o jejum espiritual. Tudo fez muito sentido!
Importante!!!
As informações apresentadas nesse blog tem caráter informativo e não devem ser interpretadas como aconselhamento médico ou nutricional. Antes de iniciar qualquer prática de jejum ou mudança alimentar, consulte um profissional de saúde qualificado.